Luxúria & Poder

Stephanie Twissie

Essa história é baseada em fatos reais e aconteceu por volta de 2010.
Contudo, qualquer semelhança com fatos reais é mera coincidência.
Falem com meu advogado.

 

O Hotel Lírium ficava escondido. Atrás de um hospital, ao lado de um sindicato, e com uma lanchonete Fast-Food Drive Thru do outro lado da rua. Simplesmente ninguém reparava nele.

Mas se a putaria paulistana tivesse uma calçada da fama, ela estaria na frente do hotel, na Rua Piratiguá. Era ali, que as melhores histórias, aquelas que nunca poderiam ser contadas, aconteciam.

Jaques, o recepcionista, sabia tudo, via tudo, mas se você perguntasse, ele nunca viu nada, nunca soube de nada. Não há calçada da fama, só há lendas, e ele conhece todas.

Ricardo entrou pela porta automática, num susto, já estava a um metro do balcão de Jaques.

– Uma suíte. – disse o rapaz, jeito de nerd, uns 30 anos, usando uma mochila verde.

Jaques olhou para o monitor.

– Com ou sem hidro, senhor?

– Tem muita diferença de preço?

– Uns trinta reais, senhor.

“Deve ser rápido, nem vale a pena pagar pela hidro”, pensou Ricardo.

– Quero com hidro, sim.

A ansiedade fazia pensar uma coisa, mas fazer outra.

Enquanto Jaques procurava pela chave, Ricardo conferiu o telefone, tinha uma mensagem.

“Estou na porta, com vergonha de entrar.”

Quase que por coincidência, a porta abriu. Ela tinha um metro e meio mais ou menos, algo entre 18 ou 19, cabelo e olhos castanhos nas alturas dos ombros, a blusa usada no dia frio não dava uma visão ampla do corpo, mas parecia magra e esbelta.

– Stephanie?! – perguntou Ricardo.

– João?! – perguntou Stephanie.

– Sim. – respondeu Ricardo. – Sou eu

– Preciso da identidade dos dois. – disse Jaques.

O desconforto dos dois era evidente.

– Terceiro andar. – disse Jaques, entendendo tudo, ele sempre entendia.

Ricardo pegou a chave. Não sabia se pegava na mão de Stephanie e simulavam ser um casal real, ou se simplesmente caminhavam até o elevador. Não pegou na mão.
— Sou muito diferente das fotos? – quis saber Stephanie.

– Você é linda, exatamente igual às fotos. – Ricardo, tentando ser galanteador.

– Não sou eu na foto. – Stephanie ria nervosamente.

– Quem é na foto?

– Selena Gomez.

Chegaram no andar, caminharam até a porta, Ricardo pegou a chave, tentava disfarçar a tremedeira.

– Eu nunca ouvi falar dessa tal Selena?

– Como assim? – disse Stephanie, sinceramente indignada. – Quem nesse mundo não sabe quem é Selena Gomez?

Ricardo pensou enquanto entrava, se soubesse que a foto era de uma celebridade jamais toparia estar ali.

– Dizem que sou muito parecida com ela. Devo ser. Você mesmo disse que sou igualzinha.

Ricardo acendeu a luz.

O quarto era simples. Uma cama de casal tamanho grande com cabeceira acolchoada, uma mesa pequena para uma refeição em casal, um banheiro minimamente equipado, com toalha e sabonete.

– Quarto legal. – disse Stephanie.

– Já esteve aqui?

– Nunca!! E você?

– Já, uma vez. Dizem que esse hotel tem história pra contar.

Ambos ficaram sem jeito.

– João. – disse Stephanie. – O que tem dentro da sua mochila? Não tem nada aí que possa me machucar?

– Não… só tem meu… guarda-chuva.

– Guarda-chuva?

– É ruim de carregar na mão, eu prefiro colocar na mochila.

João abriu a mochila, tinha rigorosamente um guarda-chuva e uma blusa.

– João, se você não se importa, eu gostaria de receber antes. – disse Stephanie, quase pedindo desculpas.
Ricardo, sem jeito, abriu a carteira deu as seis notas de cinquenta reais na mão de Stephanie.

– Você pode conferir, eu não me ofendo. – disse Ricardo.

– Eu preciso ser sincera com você, eu preciso que você me ajude.

– Como assim, Stephanie?

– Tipo agora, eu não sei o que fazer.

– Como assim?

– Eu nunca fiz isso antes.

Ricardo ficou um tanto surpreso.

– Mas a gente conversa faz quase um ano por MSN.

– Então, é um ano que estou criando coragem.

– Agora eu entendi, é por isso que de vez em quando você… sumia.

– Meu namorado vem passar uns dias em casa às vezes, aí eu precisava bloquear você.

– Namorado?

– Algum problema?

– Da minha parte… não.

– Eu tive a ideia toda, na verdade, por causa dele. Eu vi ele e os amigos dele olhando aquele site, o MClub.

– Conheço o MClub.

– Eu não conhecia… eles esconderam quando eu cheguei. Mas eu vi o que era. Cheguei em casa e abri. Só tinha mulher maravilhosa.

– Aí eu fiquei imaginando, é claro que o Eduardo ia preferir uma daquelas garotas do que eu.

– Mas você é incrivelmente gata. Parece… atriz?

– A Selena Gomez é cantora… mas você acha mesmo?

– Eu acho você muito bonita. De verdade.

Stephanie sentou na cama. Começou a desabafar.

– Aí, quando eu vi o site, fiquei pensando. O Eduardo é gato. Os amigos dele são gatos. E essas meninas recebem bem pra transar com homem bonito.

– Mas não é bem assim, né? Nem todo cliente é bonito. Eu, por exemplo, não sou.

– Claro que não. Você é mais velho, mas bem gatinho.

Ricardo corou levemente.

– O que eu faço, João? É sério? Você precisa me orientar.

– Eu posso tirar sua roupa?

Os olhos de Stephanie brilharam.

– Pode. Mas assim, eu não tenho uma lingerie sexy nem nada, eu vim com calcinha e sutiã, normal.

– Calma! – disse Ricardo. – Você disse pra eu te orientar, me deixa fazer.

Ricardo deslizou as mãos pelo dorso de Stephanie, pousando as mãos nos peitos médios e durinhos. Puxou a blusa dela, revelando uma camisa de botão branca, por baixo.

Stephanie entendeu a proposta, Ricardo queria tirar a roupa dela devagar, como quem desembrulha um presente.

Ela tirou os sapatos e ficou de pé em frente a cama. Ricardo desabotoou seus jeans e abriu o zíper, puxou as calças até os pés, se ajoelhando, cheirou a buceta, estava perfumada.

– Você está usando muito perfume, se eu fosse casado isso poderia dar problema.

– Ah, eu… .só quis vir cheirosa.

Ricardo podia finalmente notar o corpo de Stephanie, era magra, pele morena não tão clara, ficou de pau duro imediatamente. Colocou a garota de costas, ainda vestido, começou a esfregar o pau endurecido na bunda de Stephanie enquanto desabotoava sua camisa.

Finalmente viu Stephanie só de lingerie, realmente não era uma lingerie elaborada, era um sutiã e calcinha preto, simples, tratou de se livrar deles.

– A gente beija na boca? – perguntou Stephanie.

– A gente beija sim.

Se beijaram, enquanto Ricardo tirava a própria roupa. Em questão de um minuto, ele estava pelado, roçando o pau na buceta de Stephanie. Ela ficou molhada.

– Acho que daqui em diante você sabe….

– Sim, acho que… eu chupo? – Perguntou Stephanie.

Ricardo riu.
– Não me incomodo. – respondeu Ricardo.

Ricardo se deitou na cama larga, Stephanie pôs o pau dele na boca, meio sem jeito. Instintivamente, ela chupava, medindo a reação de Ricardo, que pra ela era João. Quando ela testou colocar a língua, viu que os gemidos dele eram mais profundos.

– Certeza de que você nunca fez isso antes.

– Só com o Eduardo, e ele gosta. – disse Stephanie. – Encosta ali no estofado da cama.

Ricardo atendeu à sugestão.

– Tá sabendo bastante pra uma novata. – disse ele, como se não estivesse acreditando.

– Eu nunca fui paga fazendo isso, mas é claro que eu já fiz isso.

Ricardo então contemplava Stephanie fazendo um boquete, vendo seu pau entrar e sair naquele belo rosto.

De repente, num susto, Stephanie para, do nado.

– Ai, que merda!! Eu não acredito – ela reclamou.

– O que foi?

– Eu não trouxe!

– Não trouxe o quê? Camisinha?

– É. Eu vi no filme que não beijava, que tinha que trazer camisinha.

– Relaxa, eu trouxe.

Ricardo levantou, foi até o bolso da mochila e pegou um pacote cheio.

– A gente vai usar todas elas? – perguntou Stephanie.

Ricardo ficou sem jeito.

– Acho que uma ou duas… esse tal de Eduardo deve ser um monstro do sexo.

Stephanie riu.

– É que com ele eu não uso, eu tomo pílula e tal.

– Tá, faz sentido.

– Senta no encosto da cama de novo.

Ricardo sentou, Stephanie sentou no pau, de frente pra ele. Ele pode contemplar aqueles peitos com os bicos levemente pra cima, uma visão deliciosa.

“Esse Eduardo não tem o que reclamar da vida”, pensou.

Stephanie rebolava no pau, ambos sentindo tesão.

– Ah. – quis orientar Ricardo – GP sempre deixa o cliente gozar na boca.

– Ah não, essa eu sei que não é verdade, eu li na internet, muitas não deixam.

Ricardo riu, mas um pouco desapontado.

– Mas você, João, está sendo bem legal comigo.

Stephanie saiu do pau, se colocou em posição, quando Ricardo tirou a camisinha, ela deu uma certa retraída.

– De bobo você não tem nada. – Ela riu.

Stephanie colocou a boca esperando o gozo de Ricardo. Ele encheu a boca dela de porra. Ela engoliu.

Ricardo se deliciou com a cena. Respirou fundo.

– Nada mal, novata!

– Foi bom mesmo? Não tá falando só pra me agradar?

– Você é uma delícia.

– Então, por que o Eduardo tava olhando aquele site?

Ricardo não tinha uma resposta.

– Às vezes era só curiosidade.

– Você acha que trezentos reais foi justo? Eu li que as meninas mais bonitas lá cobram quinhentos.

Ricardo pressentiu uma certa cilada, preferiu desconversar.

– Você resolveu sair comigo por ciúmes do Eduardo ou pra saber se é boa nesse trabalho.

– Acho que as duas coisas. Eu achei que trezentos era caro, mas você parece que gostou mesmo, acho que dá pra cobrar quatrocentos na próxima.

– Acho que trezentos é bem justo.

– Então não foi tão bom?

– Foi ótimo, mas… Ah, a gente já combinou trezentos, poxa, você mal começou e já quer subir o preço.

– Lá no MClub tem a Angelina, porque ela se parece com a Angelina Jolie, lá eu podia ser…

– Selena?!

– Isso mesmo. A Selena, do MClub.

– Mas aí, e se o Eduardo visse a Selena, namorada dele, no MClub? Ele olha o site.

– Ele ia ficar louco. Mas ia dar mais valor pra mim, saber que os caras gostam tanto que até pagam.

Ricardo respirou fundo.

– A gente podia fazer mais uma.

Stephanie ficou sem jeito.

– Você sabe que meu nome de verdade não é Stephanie, né?

– E o meu não é João. – disse Ricardo, rindo. – Qual é seu nome verdadeiro?

Stephanie hesitou.

– Selena!! – disse ela, abrindo um sorriso.

– Vamos mais uma Selena?

– Deixa eu escovar os dentes primeiro. – Ela respondeu, fazendo graça.

– Já vi que o Eduardo tem nojinho…

– Não, é que li na Internet que é assim. Inclusive, você tinha que tomar uma ducha.

Ricardo riu de canto.
– Tô sendo avaliado agora?
– Eu tô tentando fazer direito. – ela respondeu, meio sem graça.
Ricardo levantou devagar.
– Então vem.
Stephanie hesitou um segundo… e foi atrás
Minutos depois, voltaram pro quarto.
Ricardo colocou a cara no meio das pernas dela, chupando a buceta dela com vontade. Stephanie gemia gostoso.

– Achei que quem tinha que trabalhar era eu. – disse ela.

– Se quiser, eu paro.

– De jeito nenhum! – Stephanie, enterrando ainda mais a cara de Ricardo na buceta.

– Eduardo faz isso?

– Faz. Não para! – disse ela, arfando o peito.

Ela se sentiu muito perto de gozar.

– Eu não acredito que recebem pra fazer isso?

– Vou pedir desconto. – Ele riu de leve.

– Me come de quatro.

Ricardo pegou uma das camisinhas do pacote e vestiu. Stephanie ficou na borda da cama, de joelhos, esperando que Ricardo a fodesse.

Ricardo penetrou devagar, deu uma, duas, três estocadas num ritmo lento, foi pegando confiança, até que podia aumentar o ritmo.

Stephanie, de olhos fechados, gemia.

– Vai, Eduardo, mete!!

– Eu não sou Eduardo.

– Eu sei… caralho… Mete!!

Ricardo sentiu um misto de raiva e desejo, se sentiu meio desconcertado pelo ato falho dela, queria “punir” aumentando a força das estocadas. A “punição” só fazia Stephanie sentir mais e mais prazer.

Ricardo, sem cerimônia, acertou um tapa forte na bunda da garota.

– Aiiiii!!! – gritou Stephanie, dor.

Ricardo ficou sem reação.

– Bate, porra!! Fode, porra!!

Ricardo gargalhou. Socou a pica com mais raiva ainda, aumentando a frequência e a intensidade dos tapas.

– As GPs não curtem isso não.

– Foda-se! Fode, caralho!!

Stephanie finalmente se entregou, gozou. Ricardo percebeu, parou, viu a garota se deitar na cama.

– Na boca? De novo? – Ela que sugeriu.

Ricardo tirou a camisinha e bateu punheta com o pau colado na bochecha de Stephanie. Quando gozou, ela engoliu cada gota que saiu de porra.

Ela estava ofegante, e com a banda esquerda da bunda vermelha de tanto levar tapa. Ricardo percebeu que tinha perdido um pouco o controle durante.

– Nada mal pra uma estreia, né?! – disse ela, contemporizando, quebrando o gelo.
******

No lobby do hotel, Ricardo acertou as contas com Jaques. Ele devolveu as identidades pros dois, Ricardo tentou ver o nome verdadeiro, não era Stephanie, começava com A.

– Eu adorei. – Ele disse, com brilho nos olhos. – Semana que vem? Nesse horário? Vamos fazer isso semanalmente?

– Também gostei, vamos sim. Você tem meu telefone, João.

Stephanie saiu pela porta automática, sumiu quando ela fechou.

Foi quando Jaques, como sempre era, foi sagaz.

– Já agende com a próxima, meu amigo. Esse celular nunca mais vai te atender. Essa não volta. Nunca mais.

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