{"id":940,"date":"2025-06-23T14:40:29","date_gmt":"2025-06-23T17:40:29","guid":{"rendered":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/?p=940"},"modified":"2025-11-04T12:40:04","modified_gmt":"2025-11-04T15:40:04","slug":"maldito-dom-irresistivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/?p=940","title":{"rendered":"Maldito Dom Irresist\u00edvel"},"content":{"rendered":"<link rel=\"alternate\" hreflang=\"en\" href=\"https:\/\/lustcastles.blog\/2025\/11\/04\/irresistible-and-cursed\" \/>\nRicardo Almada tinha vinte e cinco anos e o tipo de beleza que n\u00e3o passava despercebida. Pele dourada como o ver\u00e3o, cabelos castanhos desobedientes e olhos de um verde imposs\u00edvel, que pareciam sussurrar segredos a cada piscada. Mas o que o tornava verdadeiramente perigoso n\u00e3o era s\u00f3 o rosto de modelo de outdoor, nem o corpo de atleta ol\u00edmpico, era o magnetismo, um dom realmente incr\u00edvel. Um carisma carnal, um cheiro de pecado que pairava no ar sempre que ele entrava em qualquer ambiente. E o pior: ele n\u00e3o fazia nada. N\u00e3o precisava.<\/p>\n<p>Enquanto outros homens suavam para conseguir um n\u00famero de telefone, Ricardo suava para n\u00e3o ser puxado para dentro de banheiros, vesti\u00e1rios ou salas de reuni\u00e3o. Era como se as mulheres, e n\u00e3o raramente alguns homens, pressentissem algo ancestral nele, algo selvagem. E ent\u00e3o queriam. Sempre.<\/p>\n<p>O que seria, para quase todo mundo, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o divina, para ele era uma maldi\u00e7\u00e3o. Nunca conseguiu completar o ensino m\u00e9dio. Foi expulso de tr\u00eas escolas. Na \u00faltima, o esc\u00e2ndalo foi t\u00e3o absurdo que virou piada entre os professores.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando foi flagrado transando com a m\u00e3e de um dos colegas, na sala de artes. Enquanto os alunos faziam simulado, Ricardo ensinava anatomia pr\u00e1tica \u2014 de costas para a lousa. Quando a dire\u00e7\u00e3o decidiu suspend\u00ea-lo, ele foi at\u00e9 a secretaria buscar a documenta\u00e7\u00e3o. Demorou. Muito. O diretor resolveu procur\u00e1-lo pessoalmente, irritado com a demora&#8230; e o encontrou com a secret\u00e1ria da escola, de saia erguida, sobre a mesa, gemendo com a cabe\u00e7a encostada nos carimbos.<\/p>\n<p>A essa altura, ningu\u00e9m mais o queria em col\u00e9gios.<\/p>\n<p>Na vida adulta, o padr\u00e3o se repetiu. Entrevistas de emprego pareciam encontros \u00e0s cegas. Testes de admiss\u00e3o viravam sess\u00f5es de flerte. O \u00faltimo emprego tinha sido num shopping center rec\u00e9m-inaugurado. Ricardo foi contratado como auxiliar de estoque de uma grande loja de roupas. Chegou cedo no primeiro dia, antes mesmo do shopping abrir. As faxineiras j\u00e1 estavam l\u00e1, \u00e9 claro. Uma quarentona animada e uma garota de dezenove, de uniforme colado e olhar curioso.<\/p>\n<p>Ricardo apenas sorriu e deu &#8220;bom dia&#8221;. Quinze minutos depois, estava com as cal\u00e7as abaixadas e as duas ajoelhadas diante dele, entre os corredores do subsolo. A demiss\u00e3o veio antes do almo\u00e7o. O gerente o acompanhou at\u00e9 a sa\u00edda sem sequer olhar nos olhos.<\/p>\n<p>Ricardo caminhou para casa naquele dia com as m\u00e3os nos bolsos e um sentimento confuso no peito. N\u00e3o sabia se ria da pr\u00f3pria sina ou chorava por mais uma porta fechada. Tudo o que queria era uma vida normal. Mas com aquele dom \u2014 ou maldi\u00e7\u00e3o \u2014 a normalidade parecia sempre fugir, com a mesma velocidade que as calcinhas ca\u00edam ao seu redor.<\/p>\n<p>\u2014 Dessa vez n\u00e3o tem erro, m\u00e3e \u2014 disse Ricardo, explicando como seria seu novo emprego, que come\u00e7aria naquele dia. \u2014 \u00c9 oficina mec\u00e2nica. Eu fui l\u00e1, s\u00f3 trabalham homens. Vou pedir pra ficar no fundo, longe do p\u00fablico.<\/p>\n<p>\u2014 Pelo amor de Deus, Ricardo \u2014 disse sua m\u00e3e, Rute, sem tirar as m\u00e3os do pano de prato \u2014 mant\u00e9m esse pinto dentro da cal\u00e7a.<\/p>\n<p>Para evitar problemas logo no primeiro dia, Ricardo tomou provid\u00eancias. Ao contr\u00e1rio das pessoas normais, que se vestem para impressionar, ele fazia de tudo para passar inc\u00f3gnito. Uma camada a mais de roupa para esconder o f\u00edsico invej\u00e1vel, um casaco com capuz para ocultar o rosto. Queria desaparecer. Ser s\u00f3 mais um.<\/p>\n<p>S\u00f3 por precau\u00e7\u00e3o, chamou um Uber. A primeira a aceitar \u2014 por azar ou pura sacanagem do destino \u2014 foi uma motorista mulher. Ricardo cancelou de imediato. Um motorista homem era o caminho seguro entre a porta de casa e a oficina.<\/p>\n<p>A Elias Motors ficava numa avenida movimentada. Trabalhava com carros de luxo. N\u00e3o era daquelas oficinas sujas de barro e \u00f3leo escorrendo no ch\u00e3o. Era um ambiente limpo, controlado, quase cl\u00ednico. E, o mais importante: o cliente n\u00e3o tinha contato direto com os mec\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Ideal para Ricardo.<\/p>\n<p>Ele havia feito um teste dias antes. Foi conhecer seus futuros colegas. Sua beleza sempre impressionava, claro, mas nada&#8230; aconteceu. Ali, Ricardo sentiu que talvez estivesse seguro. Era s\u00f3 entrar, fazer o trabalho, ir embora. Vida normal. Vida an\u00f4nima.<\/p>\n<p>Ricardo conferiu no rel\u00f3gio, eram 7h34 assim que chegou na oficina.<\/p>\n<p>\u2014 Bom dia, Ricardo \u2014 disse o Sr. Elias, dono da oficina, ao receb\u00ea-lo. \u2014 Est\u00e1 com frio, rapaz? Pra que toda essa roupa?<\/p>\n<p>\u2014 Eu costumo sentir mais frio que o normal, senhor Elias. N\u00e3o repara, n\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Antes de come\u00e7ar, vamos at\u00e9 o escrit\u00f3rio. Voc\u00ea precisa preencher uns documentos.<\/p>\n<p>Ricardo sentiu aquele arrepio na espinha. \u201cS\u00f3 me falta aqui ter uma secret\u00e1ria que eu n\u00e3o mapeei&#8230;\u201d<\/p>\n<p>O escrit\u00f3rio ficava nos fundos, e era preciso passar por alguns corredores at\u00e9 chegar l\u00e1. Ricardo andava tenso, olhos atentos.<\/p>\n<p>\u2014 Aqui ficam os vesti\u00e1rios, Ricardo \u2014 disse Elias, apontando para uma porta ao lado do escrit\u00f3rio. \u2014 Ali voc\u00eas podem tomar banho depois do expediente.<\/p>\n<p>\u2014 Vesti\u00e1rio masculino?<\/p>\n<p>Elias estranhou a pergunta.<\/p>\n<p>\u2014 Sim\u2026 Infelizmente, n\u00e3o temos funcion\u00e1rias mulheres. Ainda.<\/p>\n<p>Para seu al\u00edvio, era o pr\u00f3prio Sr. Elias quem cuidava da papelada. Sem secret\u00e1ria. Sem perfume no ar. Gra\u00e7as a Deus.<\/p>\n<p>\u2014 Ricardo, aqui est\u00e3o os manuais de procedimento. D\u00e1 uma lida com aten\u00e7\u00e3o. Tome o tempo que precisar. Eu vou l\u00e1 fora atender uns clientes.<\/p>\n<p>Elias saiu com passos pesados. Ricardo respirou fundo. Viu que havia caf\u00e9. Olhou para os lados, conferiu que realmente n\u00e3o havia risco, e se esgueirou at\u00e9 a garrafa. Serviu-se. Dois goles. Calor. Conforto.<\/p>\n<p>Voltou \u00e0 mesa. Sentou. Relaxou.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 s\u00f3 ler esses manuais, depois ir para o trabalho. Vida normal. Vida normal.&#8221;<\/p>\n<p>Pela primeira vez em anos, Ricardo sentiu que podia respirar. Talvez, enfim, tivesse encontrado um lugar onde seu corpo n\u00e3o fosse uma amea\u00e7a. Um lugar seguro.<\/p>\n<p>E ent\u00e3o, uma voz feminina cortou o ar como uma l\u00e2mina:<br \/>\n\u2014 Pai, voc\u00ea viu minha bolsa?<\/p>\n<p>Ricardo congelou. O caf\u00e9, ainda quente em sua m\u00e3o, parou no ar. A voz era jovem, doce, e carregava aquela vibra\u00e7\u00e3o inconfund\u00edvel que seu corpo odiava reconhecer: a aproxima\u00e7\u00e3o de um problema.<\/p>\n<p>Seu cora\u00e7\u00e3o acelerou no mesmo ritmo autom\u00e1tico de sempre. Um calor subiu pela nuca. Ele fechou os olhos por um segundo. \u201cN\u00e3o. N\u00e3o pode ser. Aqui n\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Pela porta entreaberta, ouviu passos leves. Chinelos batendo contra o piso encerado. Depois, o som suave de um el\u00e1stico sendo puxado \u2014 como quem prende o cabelo num coque.<\/p>\n<p>Ele rapidamente pegou seu casaco, vestiu o capuz para se esconder, sentou na mesa e tentou ler os manuais quando ouviu ela entrar na sala.<\/p>\n<p>\u2014 Bom dia! \u2014 ela disse.<\/p>\n<p>\u2014 Bom dia! \u2014 Ricardo respondeu, olhando para o manual, sem olhar para ela. S\u00f3 ouvindo ela caminhar pelo escrit\u00f3rio, em busca da bolsa.<\/p>\n<p>\u2014 Clara, minha filha! \u2014 ouviu Elias gritando, l\u00e1 da oficina. \u2014 Sua bolsa est\u00e1 aqui embaixo.<\/p>\n<p>Ricardo ouviu os passos saindo do escrit\u00f3rio. Ela se foi. Gra\u00e7as a Deus. Ele sabia que mulheres n\u00e3o trabalhavam naquele lugar, mas n\u00e3o contava que o senhor Elias tinha filha, e que ela frequentava o lugar. Ele abaixou levemente o capuz, olhando para os lados, tentando detectar a presen\u00e7a de Clara. Ela tinha realmente ido embora&#8230; ou parecia.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, pai, n\u00e3o \u00e9 essa bolsa&#8230; deve estar no seu escrit\u00f3rio&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o deu tempo.<\/p>\n<p>Pela sala, entrou Clara.<\/p>\n<p>Ela tinha algo de inocente e algo de perigoso ao mesmo tempo. Usava uma jaqueta jeans larga, que escondia o corpo s\u00f3 at\u00e9 onde o olhar n\u00e3o insistisse. A blusa branca justa por baixo revelava, mais do que cobria, a curva dos seios jovens e firmes. O cabelo castanho estava preso num coque desalinhado, daqueles que parecem improvisados, mas carregam a beleza do descuido perfeito. A pele era clara, limpa, de quem nunca se sujou de graxa \u2014 mas seus olhos tinham o mesmo tom de \u00f3leo espesso que escorre dos carros caros da oficina: escuros, brilhantes, densos.<\/p>\n<p>Clara Elias parecia deslocada naquele ambiente masculino, como um suspiro dentro de uma engrenagem. E era exatamente isso que a tornava perigosa.<\/p>\n<p>Ricardo n\u00e3o a olhou diretamente. N\u00e3o podia. Mas a sentiu. O ar pareceu ficar mais quente, mais lento, como se o tempo desse um passo em falso.<\/p>\n<p>Ela passou por ele sem pressa. Procurava a tal bolsa com a calma de quem est\u00e1 em casa. E estava. Mas Ricardo n\u00e3o. Ricardo estava numa zona de guerra.<\/p>\n<p>\u2014 Achei! \u2014 disse ela, com um sorriso que ele n\u00e3o viu, mas sentiu nas costas.<\/p>\n<p>Ela se virou, deu tr\u00eas passos at\u00e9 a porta, parou&#8230; e olhou para ele.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea \u00e9 o novo mec\u00e2nico?<\/p>\n<p>Ricardo engoliu seco. Ainda com o capuz abaixado, respondeu sem levantar os olhos:<\/p>\n<p>\u2014 Auxiliar.<\/p>\n<p>\u2014 Ah\u2026 Bem-vindo.<\/p>\n<p>E saiu.<\/p>\n<p>Ricardo soltou o ar devagar. Ela se foi. &#8220;Est\u00e1 tudo bem&#8221;.<\/p>\n<p>Mas ele sabia&#8230; j\u00e1 era&#8230;<\/p>\n<p>Segundos depois, ela entrou de novo pela porta.<\/p>\n<p>\u2014 Como voc\u00ea se chama?<\/p>\n<p>Ricardo respirou fundo&#8230; n\u00e3o dava mais para se esconder ou fugir.<\/p>\n<p>\u2014 Ricardo, e voc\u00ea?<\/p>\n<p>\u2014 Clara, meu pai \u00e9 o dono, o Elias&#8230; \u2014 ela sorriu, j\u00e1 amea\u00e7ando o flerte \u2014 Voc\u00ea trabalha aqui h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, na verdade, comecei nem 10 minutos.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9, n\u00e3o tinha te visto aqui antes mesmo.<\/p>\n<p>Ricardo ficou em sil\u00eancio. Quem sabe se simplesmente ficasse quieto, ela iria embora.<\/p>\n<p>\u2014 Tem um funcion\u00e1rio do meu pai, um mec\u00e2nico, Alfredo, ele n\u00e3o me deixa em paz. Por isso eu costumo ficar por aqui.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea vai ficar por aqui? O dia todo?<\/p>\n<p>\u2014 Na verdade, s\u00f3 uns 15 minutos, estou a caminho do trabalho, meu pai vai me levar de carona&#8230; Mas pensando melhor&#8230; Acho que gostaria de conversar com voc\u00ea. Gostei de voc\u00ea.<\/p>\n<p>\u2014 S\u00f3 conversar, n\u00e9?<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9! \u2014 disse ela, rindo, como se fosse a coisa mais inocente do mundo. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 gato!<\/p>\n<p>\u2014 Eu tenho namorada.<\/p>\n<p>\u2014 Que azarada!<\/p>\n<p>\u2014 Azarada?!<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea com certeza n\u00e3o fica s\u00f3 com uma mulher, nem que quisesse.<\/p>\n<p>Clara se aproximou da mesa, j\u00e1 se aproximando para um beijo.<\/p>\n<p>\u2014 Olha&#8230; Clara, n\u00e9&#8230; \u00c9 o seguinte. Eu te achei uma gra\u00e7a, muito bonita mesmo. Mas \u00e9 meu primeiro dia de trabalho aqui, estou aqui nem 15 minutos na verdade. Eu n\u00e3o posso. Vamos fazer assim, eu vou pegar seu telefone, a gente conversa, daqui a uns 15 dias, sabe&#8230; como gente normal faz.<\/p>\n<p>Clara ignorava cada palavra, cada s\u00edlaba pronunciada aumentava ainda mais seu desejo, ela esfregava nos bra\u00e7os de Ricardo, deixando claro que n\u00e3o iria embora. De jeito nenhum. Ela olhou para tr\u00e1s, soltou o coque deixando os cabelos lisos livres. Tirou a blusa e camisa, ficando apenas de suti\u00e3.<\/p>\n<p>\u2014 Mo\u00e7a, n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o faz isso.<\/p>\n<p>Ela tirou o suti\u00e3 mostrando seus seios m\u00e9dios e firmes.<\/p>\n<p>\u2014 O Alfredo se mataria pra ver isso. \u2014 ela disse, provocando.<\/p>\n<p>\u2014 Mo\u00e7a, pelo amor de Deus, eu vou ser demitido sem nem ter come\u00e7ado.<\/p>\n<p>\u2014 Clara! \u2014 Elias vinha pela porta, entrando pelo escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u2014 Se esconde, mo\u00e7a. \u2014 implorou Ricardo. \u2014 Pelo amor de Deus, se esconde.<\/p>\n<p>Ricardo puxou Clara para debaixo da mesa mil\u00e9simos de segundos antes do pai dela entrar pela porta.<\/p>\n<p>Ela caiu de joelhos entre suas pernas, rindo baixinho como quem arrisca.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea viu minha filha por a\u00ed? \u2014 perguntou Elias, com um tom casual, mas desconfiado.<\/p>\n<p>\u2014 Vi sim&#8230; ela tava por aqui, procurando a bolsa&#8230; mas acho que j\u00e1 foi l\u00e1 pra frente \u2014 respondeu Ricardo, tentando manter a voz firme, apesar do caos sob a mesa.<\/p>\n<p>Elias andou at\u00e9 a cafeteira, passou os olhos nos manuais abertos sobre a mesa e serviu-se de um caf\u00e9.<\/p>\n<p>Clara, agachada entre as pernas de Ricardo, se divertia. Seus olhos estavam acesos, desafiadores. Ela pousou as m\u00e3os nas coxas dele como quem se apoiava para ficar em p\u00e9, mas n\u00e3o se levantou.<\/p>\n<p>\u2014 Hum&#8230; beleza, beleza. Se ela aparecer, manda ela me chamar. \u2014 disse Elias, levando o caf\u00e9 \u00e0 boca. \u2014 Ah, Ricardo&#8230; gostei de voc\u00ea. S\u00e9rio. Fica na sua, trabalha direitinho, e aqui voc\u00ea vai longe.<\/p>\n<p>\u2014 Sim senhor&#8230; pode deixar&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Estamos precisando de gente confi\u00e1vel \u2014 continuou Elias. \u2014 Ultimamente s\u00f3 tem vindo vagabundo atr\u00e1s de confus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9&#8230; eu&#8230; imagino.<\/p>\n<p>Clara, sob a mesa, deslizou a ponta do dedo pela braguilha de Ricardo. Ele fechou os olhos por um segundo. O inferno inteiro parecia se concentrar naquele ponto do universo. Ela tirou o pau de Ricardo pra fora, e come\u00e7ou a massagear at\u00e9 que ficasse bem duro. O pau grande e duro de Ricardo imediatamente reagiu, o corpo j\u00e1 t\u00e3o acostumado ao sexo. E ele sentiu aquela boca gostosa e macia engolindo seu membro.<\/p>\n<p>\u2014 Como est\u00e1 a leitura a\u00ed dos manuais? \u2014 perguntou Elias, casual, mexendo no caf\u00e9. \u2014 Daqui a pouco iremos \u00e0 oficina, na pr\u00e1tica. N\u00e3o vai ficar aqui nesse t\u00e9dio o dia todo, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Ricardo respirou fundo, tentando n\u00e3o gemer.<\/p>\n<p>\u2014 Est\u00e1&#8230; est\u00e1&#8230; maravilhoso, senhor Elias.<\/p>\n<p>\u2014 Bom ouvir isso \u2014 disse Elias, dando um gole. \u2014 Hoje \u00e0 tarde tem uma Ferrari 458 chegando. Servi\u00e7o fino. Quero ver se voc\u00ea \u00e9 bom mesmo com as m\u00e3os.<\/p>\n<p>Clara afundava a cabe\u00e7a entre as pernas dele com movimentos decididos, alternando suc\u00e7\u00f5es profundas com lambidas suaves na glande. Estava se divertindo. Era evidente. Fazia ru\u00eddo de prop\u00f3sito. E Ricardo tremia, o corpo inteiro pulsando, tentando manter a compostura.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea t\u00e1 suando a\u00ed, rapaz&#8230; t\u00e1 tudo certo?<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9&#8230; \u00e9 que&#8230; t\u00e1 um pouco quente aqui, n\u00e9?<\/p>\n<p>\u2014 Quente? Com esse ar-condicionado? \u2014 Elias riu. \u2014 Voc\u00ea deve ser do tipo que sua por qualquer coisa.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9&#8230; sempre fui&#8230;<\/p>\n<p>O som da cadeira rangendo, a colher batendo na borda da x\u00edcara, o cheiro do caf\u00e9&#8230; tudo era real. Mas para Ricardo, tudo parecia distante. O que existia, de verdade, era a boca de Clara, a l\u00edngua dela circulando a cabe\u00e7a do pau, o ritmo preciso, o impulso crescendo.<\/p>\n<p>\u2014 Bom, vou te deixar em paz mais um pouco. Aproveita esse tempinho. Daqui a pouco vou te chamar. E se ver minha filha por a\u00ed&#8230; diz pra parar de sumir. Essa menina parece que fareja confus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Pode deixar&#8230;<\/p>\n<p>Elias saiu.<\/p>\n<p>A porta se fechou com um clique suave.<\/p>\n<p>Ricardo gemeu baixinho, curvando-se ligeiramente sobre a mesa.<\/p>\n<p>Clara n\u00e3o parou.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio \u2014 acelerou. Estava concentrada, quase met\u00f3dica. Sugava com vontade, segurando a base com uma das m\u00e3os, enquanto a outra subia pelas coxas de Ricardo, pressionando os m\u00fasculos tensos.<\/p>\n<p>\u2014 Puta que pariu, Clara&#8230; \u2014 sussurrou ele, entre os dentes. \u2014 Eu vou ser demitido&#8230;<\/p>\n<p>Clara engolia tudo. Sem hesitar. Ricardo se contorcia entre o tes\u00e3o e o pavor.<\/p>\n<p>A porta se abriu com um estalo suave.<\/p>\n<p>\u2014 Ricardo, deixa eu te apresentar uma pessoa. Essa \u00e9 minha esposa, a Marissa.<\/p>\n<p>Ricardo congelou. O sangue fugiu do rosto. Clara nem se moveu \u2014 apenas apertou as coxas dele com leveza, como quem diz: finge naturalidade.<\/p>\n<p>Marissa entrou como uma deusa entediada.<br \/>\nUsava um blazer preto casualmente pendurado nos ombros, uma blusa branca justa por baixo que moldava seu busto com eleg\u00e2ncia madura. A cal\u00e7a era de alfaiataria escura, impec\u00e1vel, e os saltos real\u00e7avam suas pernas longas e torneadas. Seu cabelo \u2014 castanho com mechas douradas \u2014 ca\u00eda em ondas naturais at\u00e9 o meio das costas, como se cada fio tivesse sido penteado pelo vento certo.<\/p>\n<p>Mas o que mais chamava aten\u00e7\u00e3o era a postura.<br \/>\nMarissa n\u00e3o pedia espa\u00e7o: ocupava.<br \/>\nTinha aquele olhar calmo e direto de quem j\u00e1 viu tudo, j\u00e1 foi desejada por todos e aprendeu a escolher a quem devolver o olhar.<\/p>\n<p>\u2014 Ent\u00e3o voc\u00ea \u00e9 o famoso Ricardo \u2014 disse, olhando-o com olhos quase cl\u00ednicos. \u2014 O novo ajudante de mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>Ricardo tentou sorrir, mas a mand\u00edbula travava.<\/p>\n<p>\u2014 Isso&#8230; prazer em conhec\u00ea-la, senhora Marissa.<\/p>\n<p>\u2014 \u201cSenhora\u201d me faz parecer velha. \u2014 Ela riu. \u2014 Pode me chamar s\u00f3 de Marissa. Eu sou a esposa do Elias e&#8230; m\u00e3e da Clara.<\/p>\n<p>Ao ouvir aquilo, Ricardo prendeu a respira\u00e7\u00e3o. Clara, debaixo da mesa, riu sem som e sugou com mais vontade, como se fosse um desafio pessoal.<\/p>\n<p>\u2014 Marissa ajuda com as finan\u00e7as, vem aqui de vez em quando \u2014 explicou Elias, alheio ao inferno sob seus p\u00e9s. \u2014 Mas eu que cuido da oficina no dia a dia. Ela prefere coisas mais\u2026 sofisticadas.<\/p>\n<p>\u2014 E voc\u00ea, Ricardo, prefere o qu\u00ea? \u2014 perguntou Marissa, sem tirar os olhos dele. A pergunta parecia inocente, mas a entona\u00e7\u00e3o era afiada como navalha.<\/p>\n<p>Ricardo engoliu em seco.<\/p>\n<p>\u2014 Eu&#8230; eu&#8230; prefiro ficar na minha. Trabalhar. Fazer o que precisa ser feito.<\/p>\n<p>\u2014 Hm \u2014 murmurou ela, ainda olhando fundo. \u2014 Boa resposta.<\/p>\n<p>Ela se virou para o marido, encostando-se de leve na beirada da mesa \u2014 cent\u00edmetros de onde Clara estava escondida, com a boca cheia.<\/p>\n<p>\u2014 Amor, eu vou passar no mercado antes de ir pra casa. Quer alguma coisa?<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, n\u00e3o, t\u00f4 tranquilo. Mais tarde passo l\u00e1.<\/p>\n<p>\u2014 Ok. At\u00e9 mais, Ricardo. \u2014 Ela lan\u00e7ou mais um olhar de cima a baixo. \u2014 Te vejo por aqui.<\/p>\n<p>E saiu.<\/p>\n<p>Assim que a porta se fechou, Ricardo arqueou o corpo, o rosto pressionado contra as m\u00e3os.<\/p>\n<p>\u2014 Que inferno&#8230; \u2014 sussurrou ele, arfando. \u2014 Isso vai me matar.<\/p>\n<p>Clara limpou a boca, subiu o olhar e disse, com um brilho malicioso nos olhos:<\/p>\n<p>\u2014 Minha m\u00e3e gostou de voc\u00ea. De verdade. Aposto que ela volta.<\/p>\n<p>E ela voltou, em menos de trinta segundos. Desfilou at\u00e9 o caf\u00e9, queria ver melhor, e queria ser vista.<\/p>\n<p>\u2014 Quer dizer que agora voc\u00ea vai trabalhar aqui? \u2014 disse Marissa. \u2014 E vamos nos ver todos os dias?<\/p>\n<p>Ricardo tentava manter a conversa fluida, mesmo com Clara embaixo da mesa continuando a sug\u00e1-lo com maestria.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9&#8230; \u00e9&#8230; o senhor Elias disse que&#8230; a senhora s\u00f3 vem de vez em quando.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o me chame de senhora&#8230; \u00c9 realmente aqui s\u00f3 tem carro e mec\u00e2nico chato&#8230; mas agora&#8230; \u2014 disse, segurando a x\u00edcara sensualmente e se aproximando muito da mesa. \u2014 Agora tem algo realmente interessante para fazer por aqui.<\/p>\n<p>Ricardo fazia cara de tes\u00e3o, primeiro porque estava, Clara estava fazendo um \u00f3timo servi\u00e7o, segundo porque Marissa era uma mulher realmente atraente.<\/p>\n<p>\u2014 Gostou de mim, n\u00e9? \u2014 disse Marissa. \u2014 Est\u00e1 estampado na sua cara.<\/p>\n<p>A express\u00e3o de tes\u00e3o de Ricardo encorajou Marissa a continuar&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 O Elias vai ficar um tempo l\u00e1 embaixo, podemos nos divertir.<\/p>\n<p>Clara aumentou o ritmo, s\u00f3 de raiva. Enquanto a m\u00e3e se despia. Marissa tinha um corpo espetacular, seios naturais, grandes e firmes, uma bunda redonda que ela fez quest\u00e3o de exibir.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, minha senhora&#8230; eu to muito fodido.<\/p>\n<p>E enquanto Ricardo sentia os l\u00e1bios da filha o torturando embaixo, sentia os l\u00e1bios da m\u00e3e num beijo intenso. Ela subiu na mesa e esfregava os peitos na cara de Ricardo.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sou sua, gostoso. Aproveite, antes que meu marido chegue.<\/p>\n<p>\u2014 Marissa&#8230; \u2014 Ricardo conseguiu murmurar, afastando o rosto por um segundo. \u2014 Isso&#8230; isso n\u00e3o \u00e9 uma boa ideia&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Shh&#8230; \u2014 ela sussurrou, mordendo o lobo da orelha dele. \u2014 Relaxa, meu bem. Elias n\u00e3o vai subir t\u00e3o cedo. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 exatamente o que eu precisava hoje&#8230; \u2014 disse Marissa, subindo completamente na mesa, as pernas abertas ao redor dele. Ela puxou a cabe\u00e7a de Ricardo contra seu peito \u2014 Vamos fazer isso r\u00e1pido.<\/p>\n<p>Clara, sob a mesa, parou por um mil\u00e9simo de segundo. Ricardo sentiu a pausa \u2014 um instante de ci\u00fame, talvez, ou puro desafio. Mas logo ela voltou, mais agressiva, como se quisesse provar que era melhor que a m\u00e3e. O contraste era surreal: a filha chupando com raiva, a m\u00e3e se oferecendo com uma confian\u00e7a madura. E ele, no centro, tentando n\u00e3o gritar.<\/p>\n<p>\u2014 O Elias n\u00e3o manda em mim \u2014 retrucou ela, a voz firme, quase um rosnado. \u2014 E voc\u00ea&#8230; \u2014 ela riu, deslizando a m\u00e3o pelo peito dele \u2014 &#8230;voc\u00ea n\u00e3o parece querer parar.<\/p>\n<p>Nesse momento, Clara fez algo que Ricardo n\u00e3o esperava: com uma das m\u00e3os, ela apertou a base do pau dele com for\u00e7a, enquanto a l\u00edngua circulava a glande num ritmo alucinante. Era como se quisesse for\u00e7ar o cl\u00edmax agora, antes que a m\u00e3e tomasse o controle total. Ricardo arqueou as costas, um gemido escapando contra sua vontade.<\/p>\n<p>Marissa interpretou errado. Achou que era por ela.<\/p>\n<p>\u2014 Isso, gostoso&#8230; \u2014 murmurou, puxando a calcinha para o lado e se posicionando sobre ele. \u2014 Vem&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo estava a segundos de colapsar quando ouviu o som que temia mais que tudo: passos pesados no corredor. Elias.<\/p>\n<p>\u2014 Marissa? \u2014 a voz do dono da oficina ecoou, cada vez mais pr\u00f3xima. \u2014 Voc\u00ea ainda t\u00e1 a\u00ed?<\/p>\n<p>Marissa num impulso desceu da mesa, recolheu as pr\u00f3prias roupas e entrou embaixo da mesa no mesmo segundo em que seu marido entrou pela porta do escrit\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u2014 O que caralhos voc\u00ea t\u00e1 fazendo aqui, Clara? \u2014 sussurrou Marissa, bem baixinho, mas em choque, e irada.<\/p>\n<p>\u2014 Aparentemente, a mesma coisa que voc\u00ea. \u2014 respondeu a filha, em tom desafiador.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea devia estar no trabalho.<\/p>\n<p>\u2014 E voc\u00ea n\u00e3o deveria estar querendo dar pra outro cara na oficina do pai.<\/p>\n<p>Ricardo suava, tentando manter a sanidade no meio de tudo aquilo. Ainda tinha algum fio de esperan\u00e7a daquele dia ainda terminar bem.<\/p>\n<p>\u2014 Aqui est\u00e1 meu garoto&#8230; Rapaz, voc\u00ea est\u00e1 bem? Suado?<\/p>\n<p>\u2014 Eu estou bem, sim&#8230; eu sinto muito calor, senhor Elias.<\/p>\n<p>Embaixo da mesa, a discuss\u00e3o continuava aos sussurros.<\/p>\n<p>\u2014 Quando seu pai sair, voc\u00ea vai embora daqui. Voando! \u2014 disse Marissa.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o mesmo. Olha esse homem! \u00c9 muito gostoso! E eu cheguei primeiro.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea \u00e9 uma louca, garota!<\/p>\n<p>Clara respondeu, retomando a mamar Ricardo com intensidade. Ele chegou a dar um pulo.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea viu a Marissa?<\/p>\n<p>\u2014 Sim, ela foi levar a Clara no trabalho, senhor Elias. \u2014 respondeu Ricardo.<\/p>\n<p>Ainda por baixo da mesa, Marissa parece ter aceitado o desafio, tomou o pau de Ricardo da boca da filha e come\u00e7ou a chup\u00e1-lo com gosto e intensidade. Tentando mostrar pra filha que sabia fazer melhor. Ricardo se deliciava, e se horrorizava, com aquele desafio de bocas.<\/p>\n<p>\u2014 Tem mais algu\u00e9m que eu quero que conhe\u00e7a? \u2014 disse Elias.<\/p>\n<p>Ricardo tentava se manter firme&#8230; &#8220;Pelo amor de Deus, que n\u00e3o seja outra mulher&#8221;.<\/p>\n<p>Elias sorriu, batendo a m\u00e3o no ombro de Ricardo.<\/p>\n<p>\u2014 Um dos nossos principais clientes, parceiro de longa data. Ricardo, esse \u00e9 o Dr. Fernando Valestri.<\/p>\n<p>Ricardo apertou a m\u00e3o do homem, um sujeito grisalho, alto, cheiro de dinheiro e de perfume franc\u00eas. Camisa de linho branca, sapato caro e um rel\u00f3gio que valia mais que o carro do Elias. Ricardo se sentiu&#8230; aliviado, tendo apenas que lidar com m\u00e3e e filha devorando seu pau por baixo da mesa.<\/p>\n<p>\u2014 Muito prazer \u2014 disse Fernando, com um sorriso firme. \u2014 Ent\u00e3o, \u00e9 voc\u00ea o novo refor\u00e7o?<\/p>\n<p>\u2014 Sim&#8230; sim, senhor.<\/p>\n<p>\u2014 Espero que aguente o ritmo. Aqui o bicho pega.<\/p>\n<p>Ricardo riu. Ent\u00e3o ouviu o tilintar de unhas no ch\u00e3o, como de um cachorro pequeno. E logo depois, um som ainda mais amea\u00e7ador:<\/p>\n<p>\u2014 Amor, voc\u00ea esqueceu minha bolsa no carro. De novo.<\/p>\n<p>A voz vinha da entrada. Melosa, doce, ligeiramente entediada.<\/p>\n<p>\u2014 Ah Ricardo, essa \u00e9 a esposa dele, Abigail Valestri.<\/p>\n<p>Ela entrou com um yorkshire nos bra\u00e7os e uma bolsa Chanel a tiracolo. Vestia um vestido justo cor de areia, sem mangas, que abra\u00e7ava o corpo como uma segunda pele. Saltos altos, cabelo loiro escovado com perfei\u00e7\u00e3o e olhos claros que analisavam o ambiente como um scanner de raio-x.<\/p>\n<p>Ricardo prendeu a respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Abigail Valestri n\u00e3o era s\u00f3 uma esposa trof\u00e9u. Ela era o trof\u00e9u. E sabia disso.<\/p>\n<p>\u2014 Esse \u00e9 o novo mec\u00e2nico. \u2014 disse Elias.<\/p>\n<p>Ela apertou a m\u00e3o de Ricardo, com um sorrisinho enviesado, j\u00e1 analisando Ricardo de cima a baixo.<\/p>\n<p>\u2014 Hm&#8230; \u2014 Abigail se aproximou, com passos de passarela. \u2014 Tem cara de competente. Principalmente com as m\u00e3os&#8230;<\/p>\n<p>Ela passou t\u00e3o perto que o perfume invadiu o c\u00e9rebro de Ricardo como um veneno doce. O yorkshire o encarava, como um juiz julgando pecados.<\/p>\n<p>\u2014 Cuidado com ela \u2014 sussurrou o pr\u00f3prio Elias, meio em tom de piada. \u2014 J\u00e1 quebrou mais casamentos que o div\u00f3rcio consensual.<\/p>\n<p>Ricardo sorriu amarelo. Porque j\u00e1 sabia.<\/p>\n<p>Estava fodido. De novo.<\/p>\n<p>\u2014 Bom, vamos l\u00e1 ver o carro. \u2014 disse Elias, puxando Dr. Fernando, como se fossem grandes amigos. J\u00e1 Abigail&#8230; Abigail continuou em p\u00e9, fitando Ricardo. Nem se mexeu.<\/p>\n<p>Ricardo fechou os olhos, nesse momento Clara lambia com fervor suas bolas enquanto sua m\u00e3e Marissa o doutrinava sugando seu pau. Ele apenas olhava pra Abigail, com tes\u00e3o pelo boquete duplo, mas com um olhar pedindo por miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Abigail n\u00e3o precisava de palavras, pousou a bolsa numa das cadeiras, deixou o cachorrinho pelo ch\u00e3o e come\u00e7ou a se despir.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o!!! Chega!!! N\u00e3o!!! \u2014 disse Ricardo, se levantando de repente, mostrando o seu pau grande e melado pingando nos manuais sobre a mesa.<\/p>\n<p>Abigail parou de se despir, primeiro em choque, depois com admira\u00e7\u00e3o, e em choque de novo, ao ver as duas mulheres saindo debaixo da mesa.<\/p>\n<p>\u2014 Que loucura \u00e9 essa? Quem s\u00e3o voc\u00eas? \u2014 disse Abigail.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sou filha do dono.<\/p>\n<p>\u2014 Eu sou uma das donas.<\/p>\n<p>\u2014 Saia daqui! \u2014 disseram Marissa e Clara, em un\u00edssono.<\/p>\n<p>\u2014 Caramba, voc\u00ea est\u00e1 transando com m\u00e3e e filha? No escrit\u00f3rio do cara? \u2014 Abigail, tentando se recuperar do choque.<\/p>\n<p>\u2014 Isso acontece \u00e0s vezes comigo \u2014 disse Ricardo, tentando se explicar \u2014 N\u00e3o exatamente no escrit\u00f3rio, eu falo, m\u00e3e e filha&#8230; voc\u00ea entendeu.<\/p>\n<p>\u2014 Que del\u00edcia \u2014 disse Abigail \u2014 Me deixa participar.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, sai todo mundo daqui. \u2014 disse Marissa, autorit\u00e1ria \u2014 Eu sou a dona, ele \u00e9 meu.<\/p>\n<p>\u2014 Eu cheguei e vi primeiro \u2014 disse Clara.<\/p>\n<p>\u2014 Eu conto tudo pro Elias ent\u00e3o. \u2014 disse Abigail<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, calma, espera&#8230; \u2014 disse Ricardo, tentando tomar o ar. \u2014 Assim eu fodo as tr\u00eas, n\u00e3o tem problema. Mas uma de cada vez, com calma.<\/p>\n<p>\u2014 Quem primeiro? \u2014 perguntou Clara.<\/p>\n<p>\u2014 Ela, a Abigail. \u2014 disse Ricardo, decidido.<\/p>\n<p>\u2014 Por que ela? \u2014 disse Marissa, se sentindo injusti\u00e7ada.<\/p>\n<p>\u2014 Ordem alfab\u00e9tica \u2014 explicou Ricardo.<\/p>\n<p>\u2014 Mas eu cheguei&#8230; \u2014 disse Clara.<\/p>\n<p>\u2014 Ou vai ser do meu jeito, ou n\u00e3o vai ser. \u2014 disse Ricardo, taxativo.<\/p>\n<p>Ricardo, com uma das m\u00e3os, puxou Abigail, com a destreza de quem estava mais do que acostumado, a despiu completamente. Abigail tinha seios siliconados e o corpo moldado por horas di\u00e1rias de muscula\u00e7\u00e3o e corrida. Tinha tempo de sobra para cuidar do corpo e da apar\u00eancia. Com a destreza de um deus, Ricardo ficou nu e posicionou Abigail, que, sem questionar, come\u00e7ou a sentar na sua pica.<\/p>\n<p>\u2014 Caralho, que del\u00edcia!! \u2014 disse Abigail. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 tipo um deus&#8230; o que \u00e9 voc\u00ea.<\/p>\n<p>\u2014 Isso n\u00e3o \u00e9 justo. \u2014 disse Clara, nua, de bra\u00e7os cruzados, mas sem desviar o olhar.<\/p>\n<p>O cachorrinho come\u00e7ou a latir. Marissa agiu rapidamente, o colocando para fora e trancando a porta do escrit\u00f3rio definitivamente. Ap\u00f3s isso, tratou de agir, come\u00e7ou a beijar Ricardo enquanto Abigail sentava em sua pica de forma fren\u00e9tica, o beijava e esfregava os seios na cara dele. Clara n\u00e3o quis ficar para tr\u00e1s, puxou Ricardo para beij\u00e1-la de outro lado e exibia os peitos jovens com os bicos durinhos para que ele a chupasse.<\/p>\n<p>Abigail cavalgava Ricardo com uma intensidade que fazia a mesa ranger, cada estocada arrancando gemidos roucos dela. O corpo esculpido brilhava com uma fina camada de suor, os seios siliconados balan\u00e7ando em um ritmo hipn\u00f3tico. Ricardo, preso no olho do furac\u00e3o, segurava os quadris dela por puro instinto, tentando manter algum controle enquanto Marissa e Clara disputavam o resto dele como leoas famintas.<\/p>\n<p>Marissa, com a experi\u00eancia de quem sabe jogar sujo, pressionava os seios grandes e naturais contra o rosto de Ricardo, os mamilos ro\u00e7ando seus l\u00e1bios entre beijos possessivos. Ela mordia o pesco\u00e7o dele, deixando marcas vermelhas, e sussurrava provoca\u00e7\u00f5es entre os dentes.<\/p>\n<p>\u2014 Isso, gostoso&#8230; mostra pra essa loira o que voc\u00ea faz comigo depois&#8230;<\/p>\n<p>Clara, por outro lado, n\u00e3o aceitava ficar em segundo plano. Com a ousadia da juventude, ela puxava a cabe\u00e7a de Ricardo para o lado oposto, for\u00e7ando-o a chupar seus seios firmes, os bicos rosados duros como pedrinhas. Ela gemia alto, quase perform\u00e1tica, lan\u00e7ando olhares de desafio para a m\u00e3e e para Abigail.<\/p>\n<p>\u2014 Ele gosta mais de mim, m\u00e3e \u2014 provocou Clara, esfregando o corpo contra o ombro de Ricardo. \u2014 Olha como ele chupa&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 Cala a boca, Clara \u2014 retrucou Marissa, a voz cortante, mas com um brilho de competitividade nos olhos. Ela deslizou uma m\u00e3o pelo peito de Ricardo, descendo at\u00e9 onde Abigail e ele se encontravam, ro\u00e7ando os dedos de leve na base do pau dele, como se quisesse roubar um peda\u00e7o da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Abigail, alheia \u00e0 briga de m\u00e3e e filha, estava em outro mundo. Seus gemidos subiam de tom, o ritmo acelerando enquanto ela cravava as unhas nos ombros de Ricardo. O vestido cor de areia, agora um trapo no ch\u00e3o, era a \u00fanica prova de que ela j\u00e1 tinha sido a esposa trof\u00e9u impec\u00e1vel minutos antes. Agora, era puro instinto.<\/p>\n<p>\u2014 Porra, Ricardo&#8230; \u2014 ela arfava, a voz entrecortada. \u2014 Voc\u00ea \u00e9&#8230; um monstro&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, no limite entre o prazer e o p\u00e2nico, sentia o corpo responder como sempre fazia \u2014 treinado por anos de situa\u00e7\u00f5es como essa. Ele apertou os quadris de Abigail, guiando-a com mais for\u00e7a, o som dos corpos colidindo ecoando no escrit\u00f3rio. A mesa tremia, os manuais escorregavam para o ch\u00e3o, e o caf\u00e9 frio derramava, manchando o carpete.<\/p>\n<p>Clara, impaciente, decidiu subir o n\u00edvel. Ela se inclinou sobre a mesa, ao lado de Abigail, e come\u00e7ou a se tocar, gemendo alto para chamar a aten\u00e7\u00e3o de Ricardo. Seus dedos trabalhavam r\u00e1pido, o rosto corado, os olhos fixos nele como se dissesse: &#8220;Olha o que voc\u00ea t\u00e1 perdendo&#8221;.<\/p>\n<p>Marissa, vendo a filha tentar roubar a cena, n\u00e3o deixou barato. Ela se posicionou do outro lado, imitando Clara, mas com uma sensualidade mais madura. Desabotoou a cal\u00e7a de alfaiataria, deixando-a cair at\u00e9 os tornozelos, e come\u00e7ou a se masturbar lentamente, os olhos cravados em Ricardo. Era um desafio silencioso: Eu sou melhor.<\/p>\n<p>Ricardo, com Abigail cavalgando, Clara se tocando \u00e0 esquerda e Marissa \u00e0 direita, sentia o c\u00e9rebro derreter. Era demais. O cheiro de perfume, suor e sexo enchia o ar, o som dos gemidos se misturando em uma cacofonia que abafava o latido distante do yorkshire do lado de fora da porta trancada.<\/p>\n<p>Abigail, sentindo o cl\u00edmax se aproximar, agarrou o cabelo de Ricardo, puxando com for\u00e7a. Seus movimentos ficaram err\u00e1ticos, o corpo tremendo enquanto ela jogava a cabe\u00e7a para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u2014 T\u00f4&#8230; quase&#8230; \u2014 ela gemeu, a voz falhando. \u2014 N\u00e3o para, caralho&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com um grunhido baixo, intensificou o ritmo, os m\u00fasculos das coxas tensos sob o peso dela. Ele sabia exatamente o que fazer \u2014 anos de pr\u00e1tica for\u00e7ada o tornaram um mestre relutante. Com uma m\u00e3o, ele segurou firme a cintura de Abigail; com a outra, ro\u00e7ou o polegar no clit\u00f3ris dela, aplicando a press\u00e3o certa, no momento certo.<\/p>\n<p>\u2014 Isso&#8230; isso&#8230; \u2014 Abigail arfava, os olhos revirando. \u2014 Puta que pariu&#8230;<\/p>\n<p>O orgasmo veio como uma onda, arrancando um grito agudo dela. Seu corpo convulsionou, as pernas tremendo enquanto ela se apoiava nos ombros de Ricardo, as unhas deixando marcas vermelhas. Ela gozou com uma intensidade que fez at\u00e9 Clara e Marissa pausarem, os olhos arregalados, meio impressionadas, meio invejosas.<\/p>\n<p>Abigail desabou contra o peito de Ricardo, ofegante, o cabelo loiro colado na testa. Por um segundo, o escrit\u00f3rio ficou em sil\u00eancio, exceto pelo som da respira\u00e7\u00e3o pesada dela e o zumbido distante do ar-condicionado.<\/p>\n<p>\u2014 Meu Deus&#8230; \u2014 murmurou Abigail, ainda tr\u00eamula. \u2014 Voc\u00ea \u00e9&#8230; surreal.<\/p>\n<p>Ricardo, exausto, mas sabendo que o inferno estava longe de acabar, olhou para Clara e Marissa. As duas, ainda nuas, o encaravam com uma mistura de desejo e impaci\u00eancia.<\/p>\n<p>Clara tomou rapidamente a frente.<\/p>\n<p>\u2014 Letra C aqui.<\/p>\n<p>Ricardo s\u00f3 queria consertar o carro, mas as tr\u00eas tanto fizeram que agora a besta fera tinha acordado. Com um movimento, ele posou o corpo nu de Abigail, ainda em \u00eaxtase sobre os manuais, se dirigiu a Clara e, como um le\u00e3o, a ergueu a cent\u00edmetros do solo, a encostou na parede e come\u00e7ou a fod\u00ea-la como se n\u00e3o houvesse amanh\u00e3 naquela oficina.<\/p>\n<p>\u2014 Uaaaaaaaaaaauuuuuu&#8230;<\/p>\n<p>Clara gritava de prazer, o corpo suspenso contra a parede, as pernas enroscadas na cintura de Ricardo enquanto ele a possu\u00eda com uma ferocidade que parecia liberar anos de frustra\u00e7\u00e3o. Cada estocada era profunda, quase punitiva, como se Ricardo tivesse finalmente abra\u00e7ado a maldi\u00e7\u00e3o que o perseguia. A parede do escrit\u00f3rio tremia, e o som dos corpos colidindo ecoava mais alto que os gemidos dela. Clara cravava as unhas nos ombros dele, os olhos arregalados, a boca entreaberta em um misto de \u00eaxtase e choque.<\/p>\n<p>\u2014 Caralho, Ricardo&#8230; \u2014 ela arfava, a voz falhando a cada impacto. \u2014 Isso&#8230; isso \u00e9&#8230; caralho&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com o rosto enterrado no pesco\u00e7o dela, n\u00e3o respondia. Seu corpo movia-se no piloto autom\u00e1tico, os m\u00fasculos definidos brilhando de suor enquanto ele a segurava com facilidade, como se ela fosse leve como uma pluma. A jaqueta jeans de Clara, agora no ch\u00e3o, era a \u00fanica lembran\u00e7a de sua entrada inocente minutos antes. Agora, ela era puro desejo, entregue \u00e0 for\u00e7a avassaladora que era Ricardo.<\/p>\n<p>Abigail, ainda recuperando o f\u00f4lego, deslizou da mesa onde Ricardo a havia deixado, os manuais colados \u00e0 sua pele suada. Ela se apoiou na cadeira, o cabelo loiro bagun\u00e7ado, os olhos semicerrados enquanto observava a cena. Havia um brilho de admira\u00e7\u00e3o em seu olhar, mas tamb\u00e9m um toque de competitividade. Ela mordeu o l\u00e1bio, como se estivesse mentalmente tomando notas.<\/p>\n<p>\u2014 Esse cara n\u00e3o cansa, n\u00e9? \u2014 murmurou Abigail, a voz rouca, mais para si mesma do que para os outros. Ela cruzou as pernas, ainda nua, e come\u00e7ou a se tocar lentamente, os dedos deslizando enquanto acompanhava Clara sendo devastada. \u2014 Menina sortuda&#8230; Eu quero mais.<\/p>\n<p>Marissa, por outro lado, estava petrificada. Sentada na beira da mesa, ela assistia \u00e0 pr\u00f3pria filha sendo fodida por Ricardo com uma mistura de choque, inveja e um desejo inconfess\u00e1vel. Seus olhos alternavam entre o corpo jovem de Clara, que se contorcia de prazer, e o de Ricardo, que parecia esculpido para o pecado. Ela apertava os l\u00e1bios, as m\u00e3os crispadas nas coxas, como se lutasse contra o impulso de se jogar na cena.<\/p>\n<p>Mas havia um calor em seu tom que tra\u00eda seus pensamentos. Marissa n\u00e3o conseguia desviar o olhar. Cada gemido de Clara, cada estocada de Ricardo, parecia acender algo dentro dela. Ela deslizou uma m\u00e3o hesitante at\u00e9 o pr\u00f3prio sexo, tocando-se com relut\u00e2ncia, como se tentasse negar o que sentia. Seus dedos moviam-se lentamente, mas o ritmo aumentava conforme os gritos de Clara ficavam mais intensos.<\/p>\n<p>Clara, alheia \u00e0 m\u00e3e e \u00e0 Abigail, estava perdida no pr\u00f3prio prazer. Seus seios firmes balan\u00e7avam a cada movimento, os mamilos rosados duros, ro\u00e7ando contra o peito de Ricardo. Ela puxava o cabelo dele, for\u00e7ando-o a olhar nos seus olhos enquanto gemia:<\/p>\n<p>\u2014 Me fode, Ricardo&#8230; me fode mais forte&#8230; \u2014 implorava, a voz quase desesperada. \u2014 Quero gozar&#8230; agora&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com um grunhido primal, obedeceu. Ele a pressionou ainda mais contra a parede, uma m\u00e3o segurando sua bunda com for\u00e7a enquanto a outra subia para apertar um dos seios dela, o polegar ro\u00e7ando o mamilo com precis\u00e3o. Ele aumentou o ritmo, as estocadas t\u00e3o r\u00e1pidas que o som parecia uma batida cont\u00ednua. O escrit\u00f3rio, antes um lugar de ordem, agora era um palco de caos: pap\u00e9is no ch\u00e3o, caf\u00e9 derramado, e o ar pesado com o cheiro de sexo.<\/p>\n<p>Abigail, ainda se tocando, deixou escapar um gemido baixo, os olhos fixos em Ricardo. Ela parecia hipnotizada pela energia quase sobrenatural dele.<\/p>\n<p>Marissa, incapaz de se conter, deixou um gemido escapar tamb\u00e9m. Sua m\u00e3o agora se movia com mais urg\u00eancia, os olhos cravados na filha, mas tamb\u00e9m em Ricardo. Havia uma batalha interna vis\u00edvel em seu rosto: a m\u00e3e que queria gritar para Clara parar, e a mulher que queria ser ela. Ela mordeu o l\u00e1bio com for\u00e7a, tentando abafar os sons que escapavam contra sua vontade.<\/p>\n<p>Clara, sentindo o cl\u00edmax se aproximar, agarrou Ricardo com mais for\u00e7a, as pernas tremendo ao redor dele. Seus gemidos se transformaram em gritos descontrolados, o corpo inteiro tenso como uma corda prestes a romper.<\/p>\n<p>\u2014 T\u00f4&#8230; t\u00f4 gozando&#8230; \u2014 ela gritou, a voz ecoando no escrit\u00f3rio. \u2014 Porra, Ricardo&#8230; n\u00e3o para&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com um \u00faltimo impulso, a penetrou ainda mais fundo, mantendo o ritmo enquanto ela se desfazia em seus bra\u00e7os. O orgasmo de Clara veio como uma explos\u00e3o, o corpo convulsionando, os olhos revirando enquanto ela gritava seu nome. Suas unhas deixaram arranh\u00f5es nas costas dele, e suas pernas apertaram tanto que Ricardo quase perdeu o equil\u00edbrio. Ela gozou com uma intensidade que fez o sil\u00eancio que se seguiu parecer ensurdecedor.<\/p>\n<p>Clara desabou contra o peito de Ricardo, ofegante, o corpo mole como se tivesse corrido uma maratona. Ele a segurou contra a parede por um momento, os dois respirando pesadamente, antes de coloc\u00e1-la gentilmente de volta no ch\u00e3o. Ela cambaleou, as pernas tr\u00eamulas, e se apoiou na mesa, o rosto corado e os olhos brilhando de satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Meu Deus&#8230; \u2014 murmurou Clara, ainda arfando. \u2014 Voc\u00ea&#8230; voc\u00ea \u00e9 de outro planeta&#8230;<\/p>\n<p>Por um segundo, os quatro ouviram o cachorrinho l\u00e1 fora, latindo, tentando entrar.<\/p>\n<p>\u2014 Esse cachorro vai foder tudo. \u2014 disse Marissa. \u2014 J\u00e1 sei&#8230;<\/p>\n<p>Marissa destrancou rapidamente a porta, deixou o cachorro entrar.<\/p>\n<p>\u2014 Todo mundo pro vesti\u00e1rio, agora! \u2014 ordenou, n\u00e3o queria perder sua vez.<\/p>\n<p>Os quatro entraram, deixando o pobre cachorrinho agora dentro do escrit\u00f3rio, mas trancado para fora do vesti\u00e1rio.<\/p>\n<p>Abigail teve a ideia de ligar os chuveiros para o barulho deles abafarem os sons. O efeito foi ainda mais delicioso. O corpo de Ricardo, forte e atl\u00e9tico, parecia ainda mais delicioso molhado. A pr\u00f3pria \u00e1gua batendo nos corpos aumentava ainda mais a sensa\u00e7\u00e3o de tes\u00e3o coletivo. Abigail come\u00e7ou a se ro\u00e7ar em Ricardo, suplicando para ser fodida de novo. Marissa, no entanto, a puxou, primeiro gentilmente, depois nem tanto.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 a minha vez. \u2014 disse Marissa, com olhar lascivo.<\/p>\n<p>Ricardo sorriu. J\u00e1 que estava no inferno, por que n\u00e3o fazer dele um c\u00e9u? Colocou Marissa de costas para ele e come\u00e7ou a foder sua buceta. Ele fazia isso com prazer e crueldade, enfiando devagar, mas fazendo ela sentir cada entrada, inteiro. Clara e Abigail n\u00e3o conseguiam evitar todo aquele magnetismo e ro\u00e7avam as bucetas nas pernas de Ricardo, como se quisessem tudo o que aquele homem pudesse oferecer. E assim aqueles quatro corpos se ro\u00e7avam, nus, numa dan\u00e7a celestial e demon\u00edaca ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>A \u00e1gua quente ca\u00eda em cascata, envolvendo os quatro corpos nus em uma n\u00e9voa de vapor que intensificava cada toque, cada respira\u00e7\u00e3o. Ricardo, com seu f\u00edsico esculpido brilhando sob as gotas d\u2019\u00e1gua, era o centro de gravidade daquele caos sensual. Marissa, Clara e Abigail, cada uma com sua pr\u00f3pria fome, orbitavam ao redor dele, unidas por um desejo que transcendia rivalidades.<\/p>\n<p>Marissa, agora com o controle tempor\u00e1rio, estava de costas para Ricardo, as m\u00e3os apoiadas na parede enquanto ele a penetrava com movimentos lentos e deliberados. Cada estocada era calculada, profunda, arrancando gemidos roucos dela. Seus seios grandes balan\u00e7avam sob o impacto, a \u00e1gua escorrendo pelos mamilos endurecidos, enquanto ela jogava a cabe\u00e7a para tr\u00e1s, os cabelos castanhos colados \u00e0s costas.<\/p>\n<p>\u2014 Isso, Ricardo&#8230; \u2014 ela murmurava, a voz entrecortada. \u2014 Me faz sentir&#8230; tudo&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com um brilho predat\u00f3rio nos olhos verdes, segurava os quadris dela com firmeza, os dedos cravados na carne macia. Ele sabia como prolongar o prazer, como tortur\u00e1-la com cada cent\u00edmetro. A \u00e1gua batendo em seus corpos amplificava a sensa\u00e7\u00e3o, o som dos chuveiros misturando-se aos gemidos de Marissa e ao slap r\u00edtmico de pele contra pele.<\/p>\n<p>Clara e Abigail, incapazes de ficar \u00e0 margem, se entregavam \u00e0 pr\u00f3pria lux\u00faria. Clara, com a juventude ardente pulsando em cada movimento, esfregava a buceta na coxa musculosa de Ricardo, os olhos semicerrados enquanto se tocava freneticamente. Seus seios firmes ro\u00e7avam contra o bra\u00e7o dele, e ela gemia alto, como se quisesse lembrar a todos que ainda estava ali, ainda era uma amea\u00e7a. Com tanto tes\u00e3o no ar, n\u00e3o teve jeito, Clara e Abigail come\u00e7aram a se ro\u00e7ar entre si.<\/p>\n<p>Marissa, se entregou ao prazer.<\/p>\n<p>\u2014 Me fode mais forte, gostoso&#8230; \u2014 ordenou, a voz firme apesar do tremor nas pernas. \u2014 Quero gozar antes delas&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, com um sorriso torto, obedeceu. Ele aumentou o ritmo, as estocadas ficando mais r\u00e1pidas, mais brutais. Marissa gritava, os gemidos ecoando pelo vesti\u00e1rio, misturando-se ao som da \u00e1gua. Clara, n\u00e3o querendo ficar atr\u00e1s, puxou Abigail para um beijo inesperado, suas l\u00ednguas se enroscando enquanto continuavam a se esfregar contra Ricardo. Era uma dan\u00e7a ca\u00f3tica, uma entrega total ao instinto.<\/p>\n<p>Mas Marissa queria mais. Ela queria algo que a marcasse, que a fizesse sentir Ricardo de uma forma que nem Clara nem Abigail poderiam igualar. Com um olhar lascivo por cima do ombro, ela sussurrou:<\/p>\n<p>\u2014 Ricardo&#8230; no meu cu&#8230; agora.<\/p>\n<p>Ricardo hesitou por um mil\u00e9simo de segundo, mas o desejo nos olhos de Marissa era ineg\u00e1vel. Ele deslizou para fora da buceta dela, o pau duro e melado brilhando sob a \u00e1gua. Com cuidado, ele posicionou a glande contra o cuzinho apertado de Marissa, pressionando lentamente. A \u00e1gua quente ajudava, mas ainda assim ela era incrivelmente apertada. Marissa gemeu, um som de prazer misturado com dor, enquanto se empurrava contra ele, for\u00e7ando-o a entrar.<\/p>\n<p>\u2014 Devagar&#8230; \u2014 ela arfou, mas havia um tom de urg\u00eancia em sua voz. \u2014 Depois&#8230; me fode com tudo&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo obedeceu, entrando aos poucos, sentindo cada cent\u00edmetro sendo engolido pelo calor intenso dela. Quando finalmente estava todo dentro, Marissa soltou um grito abafado, as m\u00e3os escorregando na parede enquanto se ajustava \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o. Clara e Abigail pararam por um momento, hipnotizadas pela cena. Era cru, \u00edntimo, e absurdamente excitante.<\/p>\n<p>Marissa gemeu ainda mais alto, o corpo tremendo sob o duplo est\u00edmulo. Abigail, n\u00e3o querendo ficar de fora, deslizou a m\u00e3o at\u00e9 a buceta de Marissa, esfregando o clit\u00f3ris com movimentos r\u00e1pidos enquanto Ricardo come\u00e7ava a se mover, fodendo o cu dela com estocadas lentas, mas profundas.<\/p>\n<p>\u2014 Caralho&#8230; \u2014 Marissa gritava, a voz falhando. \u2014 Isso&#8230; isso \u00e9&#8230; demais&#8230;<\/p>\n<p>Ricardo, agora completamente entregue, aumentou o ritmo. Cada estocada fazia Marissa se contorcer, os gemidos dela se transformando em gritos descontrolados. Clara e Abigail, como se fossem uma extens\u00e3o do desejo coletivo, continuavam a estimular cada parte do corpo dele, beijando, lambendo, tocando. Era uma sinfonia de prazer, cada nota mais alta que a anterior.<\/p>\n<p>Marissa sentia o orgasmo se aproximar, uma onda avassaladora que prometia destru\u00ed-la. Ela agarrou os cabelos de Clara, puxando-a para um beijo feroz, enquanto Abigail intensificava os movimentos na sua buceta. Ricardo, sentindo o cu dela apertar ainda mais, sabia que ela estava no limite. Com um grunhido, ele deu uma estocada particularmente profunda, e Marissa explodiu.<\/p>\n<p>\u2014 T\u00f4 gozando! \u2014 ela gritou, o corpo convulsionando enquanto o orgasmo a atravessava como um raio. O cu dela pulsava ao redor do pau de Ricardo, as pernas tremendo tanto que ela quase caiu. Clara e Abigail a seguraram, continuando a tocar seu corpo enquanto ela se desfazia, a \u00e1gua do chuveiro misturando-se ao suor e aos fluidos.<\/p>\n<p>Ricardo, ainda duro, respirava pesado, o pr\u00f3prio cl\u00edmax se aproximando. Ele olhou para Clara e Abigail, que o encaravam com uma mistura de admira\u00e7\u00e3o e desejo insaci\u00e1vel. Foi quando ele mesmo gozou, profundamente, no cu de Marissa. Ele gritou, como um deus, plenamente satisfeito.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que Ricardo sentiu uma cosquinha nos p\u00e9s&#8230; Quando abriu os olhos, viu que era o cachorrinho. Erguendo a cabe\u00e7a, viu Elias, Dr. Fernando e os mec\u00e2nicos, todos olhando para eles, em completo choque.<\/p>\n<p>**********************************<\/p>\n<p>Ricardo estava sentado no escrit\u00f3rio, ainda ofegante, os manuais abertos \u00e0 sua frente \u2014 melados com a saliva quente de Clara e Marissa. Do outro lado da mesa, o Sr. Elias o encarava em completo choque, tentando encontrar palavras.<\/p>\n<p>\u2014 Ricardo&#8230; eu perdi meu melhor mec\u00e2nico. O Alfredo. Tinha ele como um filho. Ele era apaixonado pela Clara, mandava flores, escrevia poemas&#8230; por anos ele tentava alguma coisa. E voc\u00ea&#8230; em minutos?<\/p>\n<p>Ricardo tentou se explicar:<\/p>\n<p>\u2014 Eu sinto muito, Sr. Elias, de verdade. N\u00e3o foi minha inten\u00e7\u00e3o&#8230; Ela me viu e&#8230; come\u00e7ou. Eu juro.<\/p>\n<p>Elias abaixou os olhos, depois voltou a encar\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u2014 Tamb\u00e9m perdi meu principal cliente. O Fernando. Aquele homem gasta mais de cem mil por m\u00eas com aquela mulher&#8230; e voc\u00ea, o que fez? O que disse pra ela?<\/p>\n<p>\u2014 Eu&#8230; eu nem falei nada. Eu mal conseguia falar, sua esposa e sua filha estavam&#8230; estavam&#8230;<\/p>\n<p>Ele percebeu que s\u00f3 piorava.<\/p>\n<p>\u2014 Voc\u00ea comeu o cu da minha mulher, Ricardo.<\/p>\n<p>Sil\u00eancio.<\/p>\n<p>\u2014 Vinte anos de casamento&#8230; e eu nunca comi aquele cu. Vinte anos!<\/p>\n<p>\u2014 Eu n\u00e3o pedi, Sr. Elias. Foi ela&#8230; ela quem pediu&#8230;<\/p>\n<p>\u2014 T\u00e1 demitido. E, por favor, fica o mais longe poss\u00edvel da minha oficina. E da minha fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ricardo saiu frustrado, de cabe\u00e7a baixa. Mais uma vez, tinha arruinado tudo. Olhou o rel\u00f3gio. 8h34.<\/p>\n<p>\u2014 Nem uma hora. Isso deve ser um recorde.<\/p>\n<p>Chamou um Uber para casa, j\u00e1 pensando em como explicaria tudo aquilo para Dona Rute. S\u00f3 percebeu o problema quando entrou no carro.<\/p>\n<p>A motorista era mulher.<\/p>\n<p>Antes que pudesse reagir, o carro deu um solavanco e subiu no meio-fio da esquina. A motorista j\u00e1 havia largado o volante e pulado para o banco de tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/imagem_2025-06-23_143440708.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-947 lazyload\" data-src=\"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/imagem_2025-06-23_143440708-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 300px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 300\/200;\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/imagem_2025-07-23_112345711.png\"><img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-958 lazyload\" data-src=\"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/imagem_2025-07-23_112345711-188x300.png\" alt=\"\" width=\"188\" height=\"300\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 188px; 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Pele dourada como o ver\u00e3o, cabelos castanhos desobedientes e olhos de um verde imposs\u00edvel, que pareciam sussurrar segredos a cada piscada. Mas o que o tornava verdadeiramente perigoso n\u00e3o era s\u00f3 o rosto de modelo de outdoor, nem o corpo de atleta ol\u00edmpico, era o magnetismo, um dom realmente incr\u00edvel. Um carisma carnal, um cheiro de pecado que pairava no ar sempre que ele entrava em qualquer ambiente. E o pior: ele n\u00e3o fazia nada. N\u00e3o precisava. Enquanto outros homens suavam para conseguir um n\u00famero de telefone, Ricardo suava para n\u00e3o ser puxado para dentro de banheiros, vesti\u00e1rios ou salas de reuni\u00e3o. Era como se as mulheres, e n\u00e3o raramente alguns homens, pressentissem algo ancestral nele, algo selvagem. E ent\u00e3o queriam. Sempre. O que seria, para quase todo mundo, uma b\u00ean\u00e7\u00e3o divina, para ele era uma maldi\u00e7\u00e3o. Nunca conseguiu completar o ensino m\u00e9dio. Foi expulso de tr\u00eas escolas. Na \u00faltima, o esc\u00e2ndalo foi t\u00e3o absurdo que virou piada entre os professores. Tudo come\u00e7ou quando foi flagrado transando com a m\u00e3e de um dos colegas, na sala de artes. Enquanto os alunos faziam simulado, Ricardo ensinava anatomia pr\u00e1tica \u2014 de costas para a lousa. Quando a dire\u00e7\u00e3o decidiu suspend\u00ea-lo, ele foi at\u00e9 a secretaria buscar a documenta\u00e7\u00e3o. Demorou. Muito. O diretor resolveu procur\u00e1-lo pessoalmente, irritado com a demora&#8230; e o encontrou com a secret\u00e1ria da escola, de saia erguida, sobre a mesa, gemendo com a cabe\u00e7a encostada nos carimbos. A essa altura, ningu\u00e9m mais o queria em col\u00e9gios. Na vida adulta, o padr\u00e3o se repetiu. Entrevistas de emprego pareciam encontros \u00e0s cegas. Testes de admiss\u00e3o viravam sess\u00f5es de flerte. O \u00faltimo emprego tinha sido num shopping center rec\u00e9m-inaugurado. Ricardo foi contratado como auxiliar de estoque de uma grande loja de roupas. Chegou cedo no primeiro dia, antes mesmo do shopping abrir. As faxineiras j\u00e1 estavam l\u00e1, \u00e9 claro. Uma quarentona animada e uma garota de dezenove, de uniforme colado e olhar curioso. Ricardo apenas sorriu e deu &#8220;bom dia&#8221;. Quinze minutos depois, estava com as cal\u00e7as abaixadas e as duas ajoelhadas diante dele, entre os corredores do subsolo. A demiss\u00e3o veio antes do almo\u00e7o. O gerente o acompanhou at\u00e9 a sa\u00edda sem sequer olhar nos olhos. Ricardo caminhou para casa naquele dia com as m\u00e3os nos bolsos e um sentimento confuso no peito. N\u00e3o sabia se ria da pr\u00f3pria sina ou chorava por mais uma porta fechada. Tudo o que queria era uma vida normal. Mas com aquele dom \u2014 ou maldi\u00e7\u00e3o \u2014 a normalidade parecia sempre fugir, com a mesma velocidade que as calcinhas ca\u00edam ao seu redor. \u2014 Dessa vez n\u00e3o tem erro, m\u00e3e \u2014 disse Ricardo, explicando como seria seu novo emprego, que come\u00e7aria naquele dia. \u2014 \u00c9 oficina mec\u00e2nica. Eu fui l\u00e1, s\u00f3 trabalham homens. Vou pedir pra ficar no fundo, longe do p\u00fablico. \u2014 Pelo amor de Deus, Ricardo \u2014 disse sua m\u00e3e, Rute, sem tirar as m\u00e3os do pano de prato \u2014 mant\u00e9m esse pinto dentro da cal\u00e7a. Para evitar problemas logo no primeiro dia, Ricardo tomou provid\u00eancias. Ao contr\u00e1rio das pessoas normais, que se vestem para impressionar, ele fazia de tudo para passar inc\u00f3gnito. Uma camada a mais de roupa para esconder o f\u00edsico invej\u00e1vel, um casaco com capuz para ocultar o rosto. Queria desaparecer. Ser s\u00f3 mais um. S\u00f3 por precau\u00e7\u00e3o, chamou um Uber. A primeira a aceitar \u2014 por azar ou pura sacanagem do destino \u2014 foi uma motorista mulher. Ricardo cancelou de imediato. Um motorista homem era o caminho seguro entre a porta de casa e a oficina. A Elias Motors ficava numa avenida movimentada. Trabalhava com carros de luxo. N\u00e3o era daquelas oficinas sujas de barro e \u00f3leo escorrendo no ch\u00e3o. Era um ambiente limpo, controlado, quase cl\u00ednico. E, o mais importante: o cliente n\u00e3o tinha contato direto com os mec\u00e2nicos. Ideal para Ricardo. Ele havia feito um teste dias antes. Foi conhecer seus futuros colegas. Sua beleza sempre impressionava, claro, mas nada&#8230; aconteceu. Ali, Ricardo sentiu que talvez estivesse seguro. Era s\u00f3 entrar, fazer o trabalho, ir embora. Vida normal. Vida an\u00f4nima. Ricardo conferiu no rel\u00f3gio, eram 7h34 assim que chegou na oficina. \u2014 Bom dia, Ricardo \u2014 disse o Sr. Elias, dono da oficina, ao receb\u00ea-lo. \u2014 Est\u00e1 com frio, rapaz? Pra que toda essa roupa? \u2014 Eu costumo sentir mais frio que o normal, senhor Elias. N\u00e3o repara, n\u00e3o. \u2014 Antes de come\u00e7ar, vamos at\u00e9 o escrit\u00f3rio. Voc\u00ea precisa preencher uns documentos. Ricardo sentiu aquele arrepio na espinha. \u201cS\u00f3 me falta aqui ter uma secret\u00e1ria que eu n\u00e3o mapeei&#8230;\u201d O escrit\u00f3rio ficava nos fundos, e era preciso passar por alguns corredores at\u00e9 chegar l\u00e1. Ricardo andava tenso, olhos atentos. \u2014 Aqui ficam os vesti\u00e1rios, Ricardo \u2014 disse Elias, apontando para uma porta ao lado do escrit\u00f3rio. \u2014 Ali voc\u00eas podem tomar banho depois do expediente. \u2014 Vesti\u00e1rio masculino? Elias estranhou a pergunta. \u2014 Sim\u2026 Infelizmente, n\u00e3o temos funcion\u00e1rias mulheres. Ainda. Para seu al\u00edvio, era o pr\u00f3prio Sr. Elias quem cuidava da papelada. Sem secret\u00e1ria. Sem perfume no ar. Gra\u00e7as a Deus. \u2014 Ricardo, aqui est\u00e3o os manuais de procedimento. D\u00e1 uma lida com aten\u00e7\u00e3o. Tome o tempo que precisar. Eu vou l\u00e1 fora atender uns clientes. Elias saiu com passos pesados. Ricardo respirou fundo. Viu que havia caf\u00e9. Olhou para os lados, conferiu que realmente n\u00e3o havia risco, e se esgueirou at\u00e9 a garrafa. Serviu-se. Dois goles. Calor. Conforto. Voltou \u00e0 mesa. Sentou. Relaxou. &#8220;\u00c9 s\u00f3 ler esses manuais, depois ir para o trabalho. Vida normal. Vida normal.&#8221; Pela primeira vez em anos, Ricardo sentiu que podia respirar. Talvez, enfim, tivesse encontrado um lugar onde seu corpo n\u00e3o fosse uma amea\u00e7a. Um lugar seguro. E ent\u00e3o, uma voz feminina cortou o ar como uma l\u00e2mina: \u2014 Pai, voc\u00ea viu minha bolsa? Ricardo congelou. O caf\u00e9, ainda quente em sua m\u00e3o, parou no ar. A voz era jovem, doce, e carregava aquela vibra\u00e7\u00e3o inconfund\u00edvel que seu corpo odiava reconhecer: a aproxima\u00e7\u00e3o de um problema. Seu cora\u00e7\u00e3o acelerou no mesmo ritmo autom\u00e1tico de sempre. Um calor subiu pela nuca. Ele fechou os olhos por um segundo. \u201cN\u00e3o. N\u00e3o pode ser. Aqui n\u00e3o.\u201d Pela porta entreaberta, ouviu passos leves. Chinelos batendo contra o piso encerado. Depois, o som suave de um el\u00e1stico sendo puxado \u2014 como quem prende o cabelo num coque. Ele rapidamente pegou seu casaco, vestiu o capuz para se esconder, sentou na mesa e tentou ler os manuais quando ouviu ela entrar na sala. \u2014 Bom dia! \u2014 ela disse. \u2014 Bom dia! \u2014 Ricardo respondeu, olhando para o manual, sem olhar para ela. S\u00f3 ouvindo ela caminhar pelo escrit\u00f3rio, em busca da bolsa. \u2014 Clara, minha filha! \u2014 ouviu Elias gritando, l\u00e1 da oficina. \u2014 Sua bolsa est\u00e1 aqui embaixo. Ricardo ouviu os passos saindo do escrit\u00f3rio. Ela se foi. Gra\u00e7as a Deus. Ele sabia que mulheres n\u00e3o trabalhavam naquele lugar, mas n\u00e3o contava que o senhor Elias tinha filha, e que ela frequentava o lugar. Ele abaixou levemente o capuz, olhando para os lados, tentando detectar a presen\u00e7a de Clara. Ela tinha realmente ido embora&#8230; ou parecia. \u2014 N\u00e3o, pai, n\u00e3o \u00e9 essa bolsa&#8230; deve estar no seu escrit\u00f3rio&#8230; N\u00e3o deu tempo. Pela sala, entrou Clara. Ela tinha algo de inocente e algo de perigoso ao mesmo tempo. Usava uma jaqueta jeans larga, que escondia o corpo s\u00f3 at\u00e9 onde o olhar n\u00e3o insistisse. A blusa branca justa por baixo revelava, mais do que cobria, a curva dos seios jovens e firmes. O cabelo castanho estava preso num coque desalinhado, daqueles que parecem improvisados, mas carregam a beleza do descuido perfeito. A pele era clara, limpa, de quem nunca se sujou de graxa \u2014 mas seus olhos tinham o mesmo tom de \u00f3leo espesso que escorre dos carros caros da oficina: escuros, brilhantes, densos. Clara Elias parecia deslocada naquele ambiente masculino, como um suspiro dentro de uma engrenagem. E era exatamente isso que a tornava perigosa. Ricardo n\u00e3o a olhou diretamente. N\u00e3o podia. Mas a sentiu. O ar pareceu ficar mais quente, mais lento, como se o tempo desse um passo em falso. Ela passou por ele sem pressa. Procurava a tal bolsa com a calma de quem est\u00e1 em casa. E estava. Mas Ricardo n\u00e3o. Ricardo estava numa zona de guerra. \u2014 Achei! \u2014 disse ela, com um sorriso que ele n\u00e3o viu, mas sentiu nas costas. Ela se virou, deu tr\u00eas passos at\u00e9 a porta, parou&#8230; e olhou para ele. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 o novo mec\u00e2nico? Ricardo engoliu seco. Ainda com o capuz abaixado, respondeu sem levantar os olhos: \u2014 Auxiliar. \u2014 Ah\u2026 Bem-vindo. E saiu. Ricardo soltou o ar devagar. Ela se foi. &#8220;Est\u00e1 tudo bem&#8221;. Mas ele sabia&#8230; j\u00e1 era&#8230; Segundos depois, ela entrou de novo pela porta. \u2014 Como voc\u00ea se chama? Ricardo respirou fundo&#8230; n\u00e3o dava mais para se esconder ou fugir. \u2014 Ricardo, e voc\u00ea? \u2014 Clara, meu pai \u00e9 o dono, o Elias&#8230; \u2014 ela sorriu, j\u00e1 amea\u00e7ando o flerte \u2014 Voc\u00ea trabalha aqui h\u00e1 muito tempo. \u2014 N\u00e3o, na verdade, comecei nem 10 minutos. \u2014 \u00c9, n\u00e3o tinha te visto aqui antes mesmo. Ricardo ficou em sil\u00eancio. Quem sabe se simplesmente ficasse quieto, ela iria embora. \u2014 Tem um funcion\u00e1rio do meu pai, um mec\u00e2nico, Alfredo, ele n\u00e3o me deixa em paz. Por isso eu costumo ficar por aqui. \u2014 Voc\u00ea vai ficar por aqui? O dia todo? \u2014 Na verdade, s\u00f3 uns 15 minutos, estou a caminho do trabalho, meu pai vai me levar de carona&#8230; Mas pensando melhor&#8230; Acho que gostaria de conversar com voc\u00ea. Gostei de voc\u00ea. \u2014 S\u00f3 conversar, n\u00e9? \u2014 \u00c9! \u2014 disse ela, rindo, como se fosse a coisa mais inocente do mundo. \u2014 Voc\u00ea \u00e9 gato! \u2014 Eu tenho namorada. \u2014 Que azarada! \u2014 Azarada?! \u2014 Voc\u00ea com certeza n\u00e3o fica s\u00f3 com uma mulher, nem que quisesse. Clara se aproximou da mesa, j\u00e1 se aproximando para um beijo. \u2014 Olha&#8230; Clara, n\u00e9&#8230; \u00c9 o seguinte. Eu te achei uma gra\u00e7a, muito bonita mesmo. Mas \u00e9 meu primeiro dia de trabalho aqui, estou aqui nem 15 minutos na verdade. Eu n\u00e3o posso. Vamos fazer assim, eu vou pegar seu telefone, a gente conversa, daqui a uns 15 dias, sabe&#8230; como gente normal faz. Clara ignorava cada palavra, cada s\u00edlaba pronunciada aumentava ainda mais seu desejo, ela esfregava nos bra\u00e7os de Ricardo, deixando claro que n\u00e3o iria embora. De jeito nenhum. Ela olhou para tr\u00e1s, soltou o coque deixando os cabelos lisos livres. Tirou a blusa e camisa, ficando apenas de suti\u00e3. \u2014 Mo\u00e7a, n\u00e3o, n\u00e3o, n\u00e3o faz isso. Ela tirou o suti\u00e3 mostrando seus seios m\u00e9dios e firmes. \u2014 O Alfredo se mataria pra ver isso. \u2014 ela disse, provocando. \u2014 Mo\u00e7a, pelo amor de Deus, eu vou ser demitido sem nem ter come\u00e7ado. \u2014 Clara! \u2014 Elias vinha pela porta, entrando pelo escrit\u00f3rio. \u2014 Se esconde, mo\u00e7a. \u2014 implorou Ricardo. \u2014 Pelo amor de Deus, se esconde. Ricardo puxou Clara para debaixo da mesa mil\u00e9simos de segundos antes do pai dela entrar pela porta. Ela caiu de joelhos entre suas pernas, rindo baixinho como quem arrisca. \u2014 Voc\u00ea viu minha filha por a\u00ed? \u2014 perguntou Elias, com um tom casual, mas desconfiado. \u2014 Vi sim&#8230; ela tava por aqui, procurando a bolsa&#8230; mas acho que j\u00e1 foi l\u00e1 pra frente \u2014 respondeu Ricardo, tentando manter a voz firme, apesar do caos sob a mesa. Elias andou at\u00e9 a cafeteira, passou os olhos nos manuais abertos sobre a mesa e serviu-se de um caf\u00e9. Clara, agachada entre as pernas de Ricardo, se divertia. Seus olhos estavam acesos, desafiadores. Ela pousou as m\u00e3os nas coxas dele como quem se apoiava para ficar em p\u00e9, mas n\u00e3o se levantou. \u2014 Hum&#8230; beleza, beleza. Se ela aparecer, manda ela me chamar. \u2014 disse Elias, levando o caf\u00e9 \u00e0 boca. \u2014 Ah, Ricardo&#8230; gostei de voc\u00ea. S\u00e9rio. Fica na sua, trabalha direitinho, e aqui voc\u00ea vai longe. \u2014 Sim senhor&#8230; pode deixar&#8230; \u2014 Estamos precisando de gente&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":943,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"iawp_total_views":31,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[524,543,564,537,443,529,550,442,538,561,441,544,67,541,532,555,546,551,499,545,199,557,566,565,567,542,520,18,527,523,549,558,530,554,522,540,535,560,531,533,552,563,562,547,84,19,548,521,536,539,553,556,497,559,534,525,526,528],"class_list":["post-940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sobrenatural","tag-blowjob","tag-boquete","tag-caos-sexual","tag-car-workshop","tag-casadoscontos","tag-cheating-wife","tag-clientes-ricos","tag-cnncontoseroticos","tag-comic-eroticism","tag-conflito-moral","tag-contoseroticoscnn","tag-debaixo-da-mesa","tag-desejo-proibido","tag-dom-sexual","tag-dominant-women","tag-erotismo-comico","tag-esposa-infiel","tag-esposa-trofeu","tag-forbidden-desire","tag-garota-jovem","tag-humor-erotico","tag-impulsos-incontrolaveis","tag-incest","tag-incesto","tag-lustcastles","tag-mae-e-filha","tag-male-protagonist","tag-menage","tag-milf","tag-mother-and-daughter","tag-mulheres-dominantes","tag-narrativa-provocante","tag-office-sex","tag-oficina-mecanica","tag-oral-sex","tag-prontos-para-colar-protagonista-masculino","tag-public-risk","tag-relacoes-improprias","tag-reluctant-sex","tag-rich-clients","tag-risco-publico","tag-seducao-involuntaria","tag-sexo-impulsivo","tag-sexo-no-escritorio","tag-sexo-no-trabalho","tag-sexo-oral","tag-sexo-relutante","tag-sexual-magnetism","tag-taboo-themes","tag-tags-sugeridas-para-o-conto-maldito-dom-irresistivel-formato-texto-simples","tag-temas-tabu","tag-tentacao","tag-threesome","tag-transgressao","tag-trophy-wife","tag-under-the-desk","tag-workplace-sex","tag-young-girl"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/imagem_2025-06-23_140328894-e1750699819601.png","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=940"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1050,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions\/1050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/castelosdaluxuria.blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}